{"id":6827,"date":"2016-11-30T17:04:43","date_gmt":"2016-11-30T17:04:43","guid":{"rendered":"\/stories\/koyasan-dormindo-com-os-monges\/"},"modified":"2016-11-30T17:04:43","modified_gmt":"2016-11-30T17:04:43","slug":"koyasan-dormindo-com-os-monges","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.expedia.com.br\/stories\/koyasan-dormindo-com-os-monges\/","title":{"rendered":"Koyasan: dormindo com os monges"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o tem como pensar no Jap\u00e3o e n\u00e3o pensar em seus belos templos e santu\u00e1rios espalhados pelo pa\u00eds. Para mergulhar um pouco na tradi\u00e7\u00e3o milenar japonesa, uma boa op\u00e7\u00e3o \u00e9 pernoitar em um templo. H\u00e1 v\u00e1rios no pa\u00eds que possibilitam acomoda\u00e7\u00f5es para peregrinos, mas <a href=\"http:\/\/www.japan-guide.com\/e\/e4900.html\">Koyasan<\/a>, ou Monte Koya, \u00e9 o mais conhecido deles entre os turistas e o mais pr\u00e1tico para quem n\u00e3o arrisca nada no idioma japon\u00eas. A comunica\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas \u00e9 totalmente poss\u00edvel, inclusive com os monges. Koyasan oferece um bom retiro espiritual e \u00e9 um \u00f3timo lugar para relaxar e desligar. Fica em Wakayama, ao sul de Osaka.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18062\" aria-describedby=\"caption-attachment-18062\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/a-gente-jantando.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18062\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/a-gente-jantando.jpg\" alt=\"Os Persson (Lalai e Ola) jantando no Jap\u00e3o \" width=\"960\" height=\"720\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18062\" class=\"wp-caption-text\">Os Persson (Lalai e Ola) jantando no Jap\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Chegar l\u00e1 \u00e9 uma odiss\u00e9ia. Partimos de Quioto e nossa viagem, que durou cerca de cinco horas, contou com um metr\u00f4, tr\u00eas trens (mais um por erro de rota, ou seja, quatro), um funicular e um \u00f4nibus. A dica de ouro \u00e9: na esta\u00e7\u00e3o principal em que estiver (Quioto ou Osaka, no nosso caso), procure um <em>locker<\/em> e deixe a mala l\u00e1. Leve apenas roupa para o tempo que ficar\u00e1 em Koyasan, que geralmente n\u00e3o ultrapassa dois dias. \u00c9 poss\u00edvel deixar objetos trancados em um <em>locker<\/em> por at\u00e9 48 horas e o valor de um grande custa em torno de US$ 20 pelo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Koyasan fica num vale a 800m de altitude alcan\u00e7ado pelo funicular em apenas 10 minutos. Mas antes de chegar em Gokurakubashi, a esta\u00e7\u00e3o onde come\u00e7a a subida para Koyasan, a viagem de trem percorre lentamente, por cerca de uma hora, pequenos vilarejos seculares cercados por montanhas. Alguns trechos, que contam apenas com um trilho, s\u00e3o cercados por florestas de \u00e1rvores altas. A viagem \u00e9 linda e j\u00e1 nos tira do excesso de informa\u00e7\u00e3o que temos em cidades como T\u00f3quio, Quioto e Osaka. \u00c9 colar na janelinha e apreciar a paisagem em torno.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18063\" aria-describedby=\"caption-attachment-18063\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Trem-que-leva-pra-Koyasan_Foto-Ola-Persson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18063\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Trem-que-leva-pra-Koyasan_Foto-Ola-Persson.jpg\" alt=\"Trem que leva para-Koyasan (Foto: Ola Persson)\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18063\" class=\"wp-caption-text\">Trem que leva para-Koyasan (Foto: Ola Persson)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A hist\u00f3ria de Koyasan come\u00e7ou h\u00e1 1200 anos, quando Kobo Daishi (ou Kukai) introduziu no ano 805 o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Shingon_Buddhism\">Budismo Shingon<\/a> (linha esot\u00e9rica com influ\u00eancia chinesa) e escolheu o vale para espalhar seus ensinamentos. Kobo Daishi \u00e9 uma das figuras mais importantes e reverenciadas do Jap\u00e3o. Hoje Koaysan abriga, inclusive, uma universidade dedicada aos estudos do Budismo e \u00e9 o principal centro de estudos desta linha budista.<\/p>\n<p>S\u00e3o 117 templos com 52 deles funcionando como \u201cshukubo\u201d, que s\u00e3o os que oferecem hospedagem. Koyasan se transformou num hit ap\u00f3s ter sido, em 2004, declarado Patrim\u00f4nio da Humanidade pela UNESCO. A popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de apenas 3.000 pessoas, a maior parte monges, que tem permiss\u00e3o para se casar, ter filhos e at\u00e9 comer carne, mas por l\u00e1 a pr\u00e1tica mesmo \u00e9 o vegetarianismo.<\/p>\n<p>Depois do frenesi de uma cidade como T\u00f3quio, Koyasan foi um ref\u00fagio perfeito para colocar a mente nos eixos, comer bem, caminhar sem pressa e n\u00e3o ter tanta informa\u00e7\u00e3o ao redor. E l\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas um lugar de fuga para turistas, que querem cuidar da alma, mas tamb\u00e9m onde peregrinos japoneses costumam seguir.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18064\" aria-describedby=\"caption-attachment-18064\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/kumagaijin-nosso-templo-foto-Ola-Persson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18064\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/kumagaijin-nosso-templo-foto-Ola-Persson.jpg\" alt=\"Templo Kumagaijin (Ola Persson)\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18064\" class=\"wp-caption-text\">Templo Kumagaijin (Ola Persson)<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Um templo para chamar de nosso<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00f3s escolhemos nos hospedar no <a href=\"http:\/\/www.japanican.com\/en\/hotel\/detail\/6416A10\/?ar=30\">Kumagaiji<\/a>, um templo de arquitetura cl\u00e1ssica japonesa constru\u00eddo no ano 837. O clima de paz j\u00e1 chega logo que se atravessa o port\u00e3o do templo. Me arrependi por ter fechado apenas uma noite, pois seria bom andar por mais um dia nas nuvens. Os sapatos n\u00e3o passam da entrada. L\u00e1 dentro s\u00f3 os chinelos providos pelo pr\u00f3prio templo ou, como n\u00f3s preferimos, descal\u00e7os.<\/p>\n<p>Fomos recebidos calorosamente pela Yuko, que discorreu com rever\u00eancia sobre Kobo Daishi e a hist\u00f3ria de Koyasan. Depois fez um tour por toda a estrutura do <em>lodging.<\/em> Explicou detalhadamente o funcionamento do lugar, hor\u00e1rios, refei\u00e7\u00f5es, banho (compartilhado) num <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Onsen\">onsen<\/a> (estilo t\u00edpico japon\u00eas de <em>hot spring<\/em> ou banho p\u00fablico).<\/p>\n<figure id=\"attachment_18065\" aria-describedby=\"caption-attachment-18065\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/O-jantar_foto-Ola-Persson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18065\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/O-jantar_foto-Ola-Persson.jpg\" alt=\"Jantar t\u00edpico (Foto: Ola Persson)\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18065\" class=\"wp-caption-text\">Jantar t\u00edpico (Foto: Ola Persson)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Kumagaiji \u00e9 dividido em duas \u00e1reas: a de hospedagem e o templo propriamente dito. H\u00e1 uma grande casa, onde ficam os quartos espalhados em dois andares. \u00c9 l\u00e1 tem tamb\u00e9m uma sala de conviv\u00eancia, banheiros, chuveiros e os <em>onsen<\/em> (uma casinha de banho). Tem at\u00e9 uma lojinha com itens relacionados ao Budismo e ao templo e, adivinhem? Wi-fi! O quarto tem at\u00e9 uma TV pequena dispon\u00edvel, mas n\u00e3o fomos ao templo para assistir televis\u00e3o, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<p>O Kumagaiji tem tamb\u00e9m um bel\u00edssimo jardim super bem cuidado, um pequeno lago cheio de carpas e, finalmente, o templo onde s\u00e3o feitas as cerim\u00f4nias.<\/p>\n<h3><strong>Como funciona<\/strong><\/h3>\n<p>Os hor\u00e1rios s\u00e3o r\u00edgidos, afinal estamos num templo em funcionamento. \u00c9 quase desesperador no in\u00edcio, mas logo voc\u00ea se acostuma com a rotina regrada dos monges. O check-in acontece entre \u00e0s 15h e 17h. Inclusive \u00e9 necess\u00e1rio avisar caso chegue mais tarde, mas j\u00e1 vai se preparando porque ficar\u00e1 sem o jantar, que \u00e9 servido \u00e0s 17h30 no pr\u00f3prio quarto. As portas do templo fecham \u00e0s 21h, ou seja, neste hor\u00e1rio \u00e9 necess\u00e1rio estar por l\u00e1; banho no <em>onsen<\/em> \u00e9 das 19 \u00e0s 22h; a cerim\u00f4nia come\u00e7a \u00e0s 6h30 da manh\u00e3 e tem dura\u00e7\u00e3o de 1 hora e o caf\u00e9 da manh\u00e3 \u00e9 servido na sequ\u00eancia da cerim\u00f4nia, \u00e0s 7h30. O check-out \u00e0s 9h.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18068\" aria-describedby=\"caption-attachment-18068\" style=\"width: 2048px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/o-cemiterio_foto-Ola-Persson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18068\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/o-cemiterio_foto-Ola-Persson.jpg\" alt=\"Cemit\u00e9rio (Foto: Ola Persson)\" width=\"2048\" height=\"1365\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18068\" class=\"wp-caption-text\">Cemit\u00e9rio (Foto: Ola Persson)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A cozinha \u00e9 vegetariana, saborosa e servida simpaticamente pelos monges. S\u00e3o eles tamb\u00e9m que arrumam nossa cama, um futon fininho com travesseiros (duros) recheados de sementes que s\u00e3o colocados no meio do tatame. S\u00e3o fornecidas toalhas e um kimono para cada pessoa.<\/p>\n<p>O nosso jantar foi servido por um monge pontualmente \u00e0s 17h30. A qualidade, al\u00e9m da quantidade, tamb\u00e9m nos surpreendeu. Arroz, muito tofu (e que tofu!), legumes, algas, tortinhas e a adapta\u00e7\u00e3o ocidental era um avocado com queijo delicioso e o \u00fanico prato gordinho do menu. Para acompanhar, o habitual ch\u00e1 quente, que dizem ser o segredo por comer tanto e n\u00e3o engordar. E, claro, come-se ajoelhado no tatame com os pratos servidos em pequenas bandejas numa mesa baix\u00edssima.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o jantar, que durou cerca de uma hora, fizemos um dos passeios mais populares de Koyasan: uma visita noturna ao maior cemit\u00e9rio do Jap\u00e3o, o <a href=\"http:\/\/www.japan-guide.com\/e\/e4900.html\">Okunoin<\/a>, constru\u00eddo em 816. Por l\u00e1 repousam 200 mil almas, muitas de monges, l\u00edderes, mas tamb\u00e9m de crian\u00e7as e pessoas comuns e at\u00e9 monumentos constru\u00eddos por marcas japonesas. De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o, as almas por ali est\u00e3o \u00e0 espera da chegada de Miroku, Buda do Futuro, o que d\u00e1 um clima g\u00f3tico ao passeio.<\/p>\n<p>O nosso passeio durou 1h30 e voltamos ao templo a tempo o nosso primeiro banho num <em>onsen<\/em>.<\/p>\n<p>No <em>onsen<\/em> n\u00e3o \u00e9 permitida a entrada de pessoas tatuadas, a n\u00e3o ser que ela seja muito discreta e passe quase impercept\u00edvel. S\u00e3o deixadas duas toalhas na entrada: uma pequena e uma grande. Sem saber exatamente como funciona, eu tirei toda a roupa e larguei-a numa cestinha, pois a \u00fanica coisa que lembrava das explica\u00e7\u00f5es da Yuko, \u00e9 que fica-se completamente nua. Peguei a toalha pequena sem saber exatamente o que fazer com ela e acabei n\u00e3o fazendo nada. Descobri posteriormente que ela serve como bucha. Entrei na outra sala e vi v\u00e1rios banquinhos, uma pequena bacia de madeira, e fiquei me perguntando o que eu tinha que fazer. Segui o instinto, fui l\u00e1, sentei no banquinho, mas larguei a bacia de lado. Tomei o banho e me joguei na banheira, que estava com a \u00e1gua com temperatura beirando os 40\u00baC. \u00c9 isso mesmo, todo mundo pelado, quietinha l\u00e1 dentro curtindo a \u00e1gua quente e relaxando. Pronto!<\/p>\n<p>Dormi um pouco tensa em perder o hor\u00e1rio da cerim\u00f4nia e perdi. Acordei \u00e0s 6h, enrolei e \u00e0s 6h28, mas \u00e0s 6h30 o port\u00e3o do templo estava fechado. \u00c0s 7h30 foi servido no quarto o caf\u00e9 da manh\u00e3 super \u201cfoto de instagram\u201d. Mas a\u00ed voc\u00ea, chata de galocha na hora de comer, abre cada potinho e v\u00ea o t\u00edpico caf\u00e9 da manh\u00e3 asi\u00e1tico: miss\u00f4, arroz, muitos legumes e docinho. Ok, eu n\u00e3o estava preparada para comer arroz e tomar sopa no caf\u00e9, mas encarei e comi at\u00e9 as algas.<\/p>\n<p>Hora de ir embora! \u00c0s 9h fiz o check-out obrigat\u00f3rio mais cedo da hist\u00f3ria da minha vida.<\/p>\n<p>O contato com os monges acaba sendo bem restrito. A experi\u00eancia \u00e9 muito mais relacionada ao dia-a-dia e \u00e0 disciplina r\u00edgida seguida por eles. A experi\u00eancia valeu muito a pena. \u00c9 um plano de fuga bem especial para lavar um pouquinho a alma e se encantar com um estilo de vida bem distante do nosso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_18069\" aria-describedby=\"caption-attachment-18069\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/o-cemiterio-a-noite_foto-Ola-Persson.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-18069\" src=\"\/stories\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/o-cemiterio-a-noite_foto-Ola-Persson.jpg\" alt=\"O cemit\u00e9rio \u00e0 noite (Foto: Ola Persson)\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-18069\" class=\"wp-caption-text\">O cemit\u00e9rio \u00e0 noite (Foto: Ola Persson)<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Como ir<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio chegar em Osaka, de onde saem trens diretamente para <a href=\"https:\/\/www.google.nl\/maps\/dir\/Osaka,+Jap%C3%A3o\/Koyasan+Station,+Koya,+Wakayama,+Jap%C3%A3o\/@34.4606461,135.2727566,10z\/data=!3m1!4b1!4m14!4m13!1m5!1m1!1s0x6000e6553406e2e1:0xc55bc16ee46a2fe7!2m2!1d135.5021651!2d34.6937378!1m5!1m1!1s0x600727a35eba84ed:0x\">Gokurakubashi<\/a>. Esse trecho da viagem dura cerca de 2 horas. O JR n\u00e3o cobre essa regi\u00e3o, ent\u00e3o caso tenha o <em>rail pass<\/em>, ele poder\u00e1 ser usado at\u00e9 chegar em Osaka. Na esta\u00e7\u00e3o de onde parte o trem para Koyasan h\u00e1 venda de bilhete por 2.800 ienes (US$ 28), que inclui ida e volta de trem, funicular e 24 horas de uso de \u00f4nibus na cidade. Vale bastante a pena.<\/p>\n<p>O jeito mais f\u00e1cil para fazer a reserva num <em>shukubo<\/em> \u00e9 via <a href=\"http:\/\/www.japanican.com\/en\/\">Japanican<\/a> ou consultar o <a href=\"http:\/\/eng.shukubo.net\/temple-lodging.html\">site oficial da cidade<\/a>. O valor da hospedagem varia bastante. A nossa foi US$ 100 por pessoa, incluindo jantar e caf\u00e9 da manh\u00e3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o tem como pensar no Jap\u00e3o e n\u00e3o pensar em seus belos templos e santu\u00e1rios espalhados pelo pa\u00eds. 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